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25 maio 2009

Museu de Arte Popular

Presto a minha solidariedade a todos os que lutam contra o fecho do museu de arte popular. Sibam mais aqui. Para aquele conselho de ministros que decidiu isto, só duas palavras: Sem Vergonha!

13 junho 2008

Vasco Santana

Era um actor de génio, ao nível dos maiores do mundo. Vasco Santana marcou para sempre a comédia à portuguesa. Com grande sensibilidade e dotado de invulgares técnicas teatrais, transforma-se num mito do cinema nacional.





É impossível esquecer a sua famosa dupla com Laura Alves ou as célebres frases “Ó Evaristo, tens cá disto?” e “Candeeiro, dás-me lume?”. Tornou-se imortal.




Nasceu em Lisboa a 28 de Janeiro de 1898, e aí morreu no dia de Santo António de 1958.
Foi pai de outro conhecido actor português, Henrique Santana.




Para sempre adorado pelo público, Vasco Santana será, para a eternidade, uma referência obrigatória na arte da representação.


Quase 50 anos após a sua morte, ainda faz rir Portugal.

20 março 2008

António Gedeão

LÁGRIMA DE PRETA

Encontrei uma preta
que estava a chorar,
pedi lhe uma lágrima
para a analisar.

Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.

Olhei a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.

Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.

Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu me o que é costume:

nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
e cloreto de Sódio.

António Gedeão

16 janeiro 2008

Camões para não esquecer



Para não esquecer...


As armas e os barões assinalados
Que da ocidental praia Lusitana,
Por mares nunca de antes navegados,
Passaram ainda além da Taprobana,

Em perigos e guerras esforçados,
Mais do que prometia a força humana,
Entre gente remota edificaram
Novo Reino, que tanto sublimaram;

E também as memórias gloriosas
Daqueles Reis que foram dilatando
A Fé, o Império, e as terras viciosas
De África e de Ásia andaram devastando,

E aqueles que por obras valerosas
Se vão da lei da morte libertando:
Cantando espalharei por toda a parte;
Se a tanto me ajudar o engenho e arte.

Cessem do sábio Grego e do Troiano
As navegações grandes que fizeram;
Cale-se de Alexandro e de Trajano
A fama das vitórias que tiveram;

Que eu canto o peito ilustre Lusitano,
A quem Neptuno e Marte obedeceram.
Cesse tudo o que a Musa antiga canta,
Que outro valor mais alto se alevanta.

Luís de Camões;
em "Os Lusíadas"